Pular para o conteúdo
Voltar

Mapeamento da Linguagem Corporal na Realidade Escolar – Subtema: Alunos

Voltar para lista de Artigos

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO ABERTA E À DISTÂNCIA

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA – MODALIDADE À DISTÂNCIA

 

 

 

 

Lucilene da Silva C. Domingos

Patrícia Ramos Aguiar

Rosimeire Juzelda Barbosa

Siderlei S. Custódio Martins

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                

MAPEAMENTO DA LINGUAGEM CORPORAL NA REALIDADE ESCOLAR – SUBTEMA: ALUNOS

 

 

 

Barra do Bugres, Janeiro

2015


 

 

 

 

 

Lucilene da Silva C. Domingos

Patrícia Ramos Aguiar

Rosimeire Juzelda Barbosa

Siderlei S. Custódio Martins

 

 

 

 

 

 

MAPEAMENTO DA LINGUAGEM CORPORAL NA REALIDADE ESCOLAR– SUBTEMA: ALUNOS

 

 

 

Relatório de pesquisa entregue como exigência parcial para conclusão da disciplina de Práticas Educativas e Seminário Temático II – linguagem Corporal.

Orientadora: Mônica Furlan

 

 

 

Barra do Bugres, Janeiro

2015


SUMÁRIO

 

1 INTRODUÇÃO............................................................................................1 
2 REFERENCIAL TEÓRICO..........................................................................3
3 METODOLOGIA DA PESQUISA................................................................7
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS........................................... 8 

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................10

6 REFERÊNCIAS.........................................................................................11


INTRODUÇÃO

 O relatório foi descrito para pesquisar o movimento corporal na educação infantil, com a necessidade de verificar se os profissionais têm dado devido importância em prática das atividades em sala de aula, pois o movimento corporal é um fator importante na contribuição da vida da criança criando possibilidades motoras e dando autonomia para se relacionar consigo mesma e o próprio meio em que vive.


De acordo com estudos que tomamos como referências, Wallon(1966), Rcnei (1998, vol. 3, p.47), Wallon(1966) apud Galvão, 1995), (Galvão,1995, p. 48) (OLIVEIRA, 2001). Podemos perceber que a linguagem corporal está presente desde muito cedo na vida da criança, e que o quanto antes o profissional aproveitar no ensino-aprendizagem, mais fácil será a compreensão da criança. Com a realidade escolar da escola pesquisada.


Segundo Wallon (1966) o desenvolvimento da criança contribui através de suas condições cotidianas numa dada sociedade, cultura e época, para suas emoções importantes no ato motor e do desenvolvimento infantil.

            

Esta pesquisa foi desenvolvida pela necessidade de comprovar se há o movimento corporal na Educação Infantil, posteriormente fizemos uma reflexão através de estudos bibliográficos, comparando com a realidade escolar da sala de aula observada.


Através da observação identificamos os benefícios do movimento corporal no desenvolvimento da criança na educação infantil, Avaliamos como as crianças reagem frente ao movimento corporal, como as mesmas se identificam com a proposta trabalhada pelo profissional da educação.


 Para além dos objetivos acima relacionados, este início de reflexão sobre a temática abordada, sinaliza como possibilidade para que profissionais que atuam em sala de aula se sintam estimulados. Isto se faz necessário uma vez que a escola é, por excelência, o local de ensino e toda a atividade nela desenvolvida deve estar voltada para um fim específico.


O esquema corporal consiste no conhecimento que a criança tem do próprio corpo, ela percebe tudo que a rodeia tendo o seu corpo como referência. Exemplo "brinquedo está perto/ está longe de mim" estou em cima/estou embaixo da cadeira, estou dentro/fora da classe. Depois ela passa a conhecer a relação entre dois objetos. Exemplo:" a boneca está dentro da caixa.  

  

O domínio do esquema corporal contribui para o desenvolvimento da coordenação visomotora: a criança passa a ter controle dos movimentos amplos do seu corpo (braço, pernas, e troncos), ou seja, da coordenação motora ampla e, então, chega ao domínio dos movimentos das mãos e dos dedos, ou seja, da coordenação motora fina. (RADESPIEL, Maria, p.109, 2002).

 


  REFERENCIAL TEÓRICO


Segundo Referencial curricular Nacional para educação infantil: conhecimento de mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998. V. 3. As crianças desde o seu nascimento movimentam-se e este vai se aprimorando a cada dia por intermédio das experiências como, por exemplo: correm, saltam, manuseiam objetos, etc. O movimento humano não se resume apenas em um deslocamento e sim uma forma de linguagem corporal em que expressamos nossos sentimentos, emoções e pensamentos. O modo como se processa o movimento é o resultado da interação do homem com o meio, interações sociais e através do tipo de movimento é expresso às necessidades, interesses entre outros.


O movimento está intimamente ligado à cultura na qual a criança está inserida. As instituições de educação infantil devem propiciar um espaço adequado para que as crianças se sintam seguras para desenvolverem seus movimentos, vencendo os desafios. O trabalho com o movimento deve propiciar à criança um desenvolvimento dos aspectos da motricidade e a ampliação da cultura corporal de cada criança. Presença do movimento na educação infantil: ideias e práticas correntes.


As práticas pedagógicas na educação infantil definem variadas concepções da utilização e finalidade do movimento trabalhada em creches, pré-escolas e outras instituições. Algumas escolas em suas práticas educativas, visando manter a ordem e a disciplina impõe as crianças, beber regras, limites no que diz respeito aos movimentos, por exemplo: filar, realização de atividades sistematizadas entre outras.


 Outro objetivo na manutenção do controle dos movimentos é que estes impedem a concentração e a atenção da criança atrapalhando a aprendizagem, o que é o contrário, ou seja, o impedimento do movimento pode dificultar o pensamento e a atenção. As consequências desse controle dos movimentos da criança podem ocasionar a passividade, perda do controle do corpo entre outros.


Outras atividades realizadas nas escolas como o intuito da manutenção da disciplina, exigem das crianças movimentos controlados deixando de lado sua liberdade. No berçário, normalmente são realizadas atividades mecânicas com os bebês, por exemplo: Movimentos de estimulação mecânicos que acabam por ocasionar na criança uma atitude de passividade, desvalorizando seu grande potencial de descobertas e desafios, e também desprezando a troca de atividade que estes momentos proporcionam.


Para a criança pequena o movimento é algo mais do que mecânico e sim uma forma de expressão e comunicação através dos gestos faciais e da utilização do corpo. Quanto mais nova a criança, necessita mais dos adultos para a compreensão dos seus gestos para o atendimento de suas satisfações e necessidades e já a partir do momento em que a criança vai crescendo passa a tornar-se cada vez mais independente.


No início do desenvolvimento da criança, predomina a dimensão subjetiva da motricidade que se torna eficaz com pessoas das quais ela interage diretamente, a partir do momento em que a criança vai crescendo ela ganha autonomia para interagir diretamente.


Os pais e os adultos que interagem diretamente com o bebê têm a grande responsabilidade em identificar os significados dos seus movimentos e essa identificação tornará possível através das observações no cotidiano.

      

A primeira função da motricidade é a expressão das necessidades, desejos e estados, isso ocorre não apenas no bebê, como em crianças maiores através das brincadeiras. O corpo é um importante meio para expressar os sentimentos, inclusive até nos adultos em expressões faciais através das falas, gestos entre outros que varia de cultura para cultura.


O trabalho pedagógico deve respeitar a expressividade e o movimento próprio da criança, pois um grupo disciplinado onde todos participam com envolvimento e mobilidade nas atividades propostas o que irá facilitar o professor planejar melhor a sua aula e não interpretado meramente como falta de disciplina.

 

Segundo o RCNEI (1998, BRASIL p.47), as maneiras de andar, correr, arremessar e saltar resulta das interações sociais e da relação dos homens, com o meio, são os movimentos, cujos significados têm sido construídos em função das diferentes necessidades, interesses e possibilidades corporais humanas presentes nas diferentes culturas em diversas épocas da história.


O referencial surge como um novo paradigma na educação das crianças e amplia o significado do corpo, mostrando a importância da variação tônica, da motricidade e da expressividade presente no movimento das crianças na educação infantil. Trazendo o movimento humano como algo mais do que um ato motor, mas sim como uma das formas que a criança possui para expressar sentimentos, emoções e pensamentos, uma linguagem que possibilita agir e atuar sobre o meio físico, mobilizando o outro por meio de seu teor expressivo.


Sabemos que o movimento corporal, mesmo surgindo com mais atenção e melhor significado no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, ainda não tem sua devida importância reconhecida e praticada nas salas de aula. Já que a maior parte das práticas educativas continua rígida com relação à corporeidade e à motricidade. Segundo o RCNEI (1998, BRASIL vol. 3, p.47), é muito comum que, visando garantir uma atmosfera de ordem e de harmonia, algumas práticas educativas procurem simplesmente suprimir o movimento, impondo às crianças de diferentes idades rígidas restrições posturais. Isso se traduz, por exemplo, na imposição de longos momentos de espera, em fila ou sentada, em que a criança deve ficar quieta, sem se mover; ou na realização de atividades mais sistematizadas, como de desenho, escrita ou leitura, em que qualquer deslocamento, gesto ou mudança de posição pode ser visto como desordem ou indisciplina.


A partir de uma análise do Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil observa-se que neste documento o movimento é citado como sendo uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana, visto que, "as crianças se movimentam desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo" (BRASIL, 1998, p.15).


Na pequena infância, o ato mental se desenvolve no ato motor, quando a criança alia a ação ao pensamento, ou seja, pensa quando está realizando a ação e isso faz com que o movimento corporal adquira um papel afetivo de destaque nas fases iniciais do desenvolvimento infantil (Wallon (1966) apud Galvão, 1995).  


Outra característica importante nessa fase é que a criança começa a desenvolver o domínio de algumas práticas que podemos a classificar aqui algumas de culturais, ou gestos instrumentais, segundo Galvão (1995) é um processo estreitamente vinculado ao ambiente cultural bem como alimentar-se sozinha, e amarrar os sapatos e escovar os dentes, etc., que tendem a contribuir para o aperfeiçoamento da expressividade infantil e, consequentemente, o desenvolvimento de uma autonomia na movimentação do próprio corpo.


Paralelo ao desenvolvimento dessas práticas culturais, a criança inicia um processo de capacitação para distinguir os objetos, de identificar as cores predominantes e as suas formas, as dimensões e suas próprias qualidades táteis, a criança passa a se desenvolver a necessidade em experimentar modelos de padrões de movimentos que estão presentes em seu contexto sociocultural.   Portanto os movimentos corporais, tão relevantes no desenvolvimento físicos motor infantil, passam a constituir uma linguagem que se desenvolve no processo histórico cultural do meio do qual a criança se encontra inserida, onde os progressos adquiridos a partir da linguagem oral bem como verbal e não verbal e o aperfeiçoamento dos movimentos corporais, constituem condições favoráveis para o processo de elaboração da expressividade infantil a partir de uma linguagem corporal.


Durante essa fase é necessário a oferta de um ambiente, extra familiar que favoreça a criança o desenvolvimento de todo seu potencial motriz, respaldado por um aparato estrutural e humano e capacitado para o desenvolvimento da função de gerir, e possibilitar experiências significativas e intencionais, para o desenvolvimento de sua motricidade através da oferta de diversas situações que ampliem seu repertório motor, sendo que o local legalmente instituído para esse fim é a escola infantil. (Galvão, 1995, p. 48).


Em nossa pesquisa observamos que é possível trabalhar movimento corporal dentro da sala de aula, basta que envolva as crianças numa brincadeira e ambiente agradável. Além de garantir um bom trabalho com movimento, essas intervenções rendem frutos para a construção e o desenvolvimento da autonomia e da identidade, outro eixo fundamental na Educação Infantil.


Nara de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa: "Pensar de forma opositiva, corpo versus mente, só reforça estereótipos". Então, aproveite ao máximo as oportunidades de pôr a turma para se mexer.


Para Almada (199, p.10) "as atividades lúdicas são indispensáveis para a apreensão dos conhecimentos artísticos e estéticos, pois possibilitam o desenvolvimento e nesse sentido fazem se necessário as atividades onde a criança se interaja com o ambiente".

 

METODOLOGIA DA PESQUISA


Para realização deste trabalho de investigação estudamos como está sendo o desenvolvimento corporal na sala de aula da Escola Municipal de Educação Infantil e fundamental Primeiros Passos localizada no centro do município de Barra do Bugres cito a rua Frederico Josetti s/n. Nos apresentamos para a diretora ela nos recebeu muito bem e nos encaminhou para a sala do Pre 2 nesta sala estava presente 23 alunos com idade de 5 e 6 anos e a partir desse contato iniciamos a nossa observação sendo presente em todos os momentos da aula e convivendo com as situações que acontecia.


A metodologia foi através de pesquisa-ação tendo como amostra alunos da Educação Infantil o instrumento de análise foi através da observação.


Inicialmente buscamos materiais bibliográficos que discutem o movimento corporal, em livros, fascículos e internet. De forma categórica reunimos algumas informações para fundamentação na questão a ser pesquisada.


Procedemos à obtenção de dados descritivos mediante contato direto e interpretativo com a situação. Segundo Cervo e Berviam (2002) a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlacionam fatos e fenômenos sem manipulá-los, trabalhando com dados e fatos colhidos da realidade.


As etapas que percorreremos para realização do estudo foram as seguintes:


    1. Fizemos a formulação do projeto de pesquisa especificando os objetivos que deveriam ser alcançados, a seleção dos participantes e a melhor estratégia para coletar os dados de que precisamos;
    2. Em seguida, procuramos a instituição para apresentar nossa proposta de pesquisa e conseguirmos juntos a ela, espaço para a nossa realização. Após aceitação por parte da instituição de ensino, passamos a observamos o cotidiano da sala de aula no mês de novembro/2014.

 

Análise de dados

 

Nosso grupo é composto por quatro pessoas, Lucilene da Silva Campos Domingos, Patrícia Ramos Aguiar, Rosimeire Juzelda Barbosa, Siderlei S. Custódio Martins fomos a campo no dia 11 de novembro de 2014, onde percebemos que o movimento é muito intenso na vida da criança, pois nessa fase de 5 e 6 anos, ela é muito intensa em tudo que faz. Em todos os momentos pudemos perceber a criança em movimento. Ela transforma tudo em brincadeira. Até em um se levantar da carteira para ir ao cesto de lixo, ela vai pulando amarelinha (imaginária) ou vai dançando e cantando, etc. E com isso entendemos que não é porque ela está pulando na hora que não é para pular, ou cantando na hora que não é para cantar que ela não esteja se desenvolvendo.

 

As maneiras de andar, correr, arremessar e saltar resulta das interações sociais e da relação dos homens, com o meio, são os movimentos, cujos significados têm sido construídos em função das diferentes necessidades, interesses e possibilidades corporais humanas presentes nas diferentes culturas em diversas épocas da história. (RCNEI, 1998, vol. 3, p 47) 

 

Em uma sala observada durante a pesquisa percebemos um caso assim, onde havia um aluno mais retraído. Desde o início da aula, ele sempre quietinho, nunca se levantava da carteira, nunca perguntava nada a professora, mas também não conseguia acompanhar a turma nas atividades. A professora passava na lousa uma lição e ia corrigindo e auxiliando as crianças carteira por carteira. Só que toda vez que ela chegava à carteira dele, ele só tinha feito o que ela tinha o ajudado pela última vez que passou por ele, enquanto os outros alunos tentavam fazer sozinhos ele não conseguia, mas também tinha receio de chamar a professora. Em algumas vezes o vimos pedir ajuda a uma coleguinha sentada na sua frente, e ela sempre ia ajudá-lo. Quem sabe ele tivesse um pouco de medo, ou vergonha de pedir ajuda a professora.


Uma coisa que nos chamou atenção deste aluno, em comparação com o que já tínhamos pesquisado antes é que o aluno com dificuldades em sala de aula é sempre o que nunca conversa o que não proporciona "trabalho" para professora, sempre quietinho, sentado no canto da sala.


De modo em geral, há menos solicitação por parte dos professores de como lidar com crianças tímidas com relação as crianças que apresentam comportamentos abertos e disruptivos, mesmo tendo-se demonstrado, repetidamente, que a timidez é um importante preditor de problemas futuros e que sua incidência é tão elevada quanto à daqueles outros comportamentos (ACHENBACH E EDELBROCH, 1982).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS


Na realização do projeto de pesquisa decidimos observar o envolvimento dos alunos, e analisamos também como eles se envolvia com a pratica do movimento corporal na educação infantil. Podemos durante a observação constatar a interação da professora na sala de aula com seus alunos, com uma atividade bem elaborada e criativa com a participação da maioria.


Observamos também que a professora da sala pesquisada sabe aproveitar essa parte de movimentos espontâneos das crianças, porque apesar das crianças estarem se levantando da carteira quando não é o momento para isso e ficar pulando ou dançando dentro da sala, a professora tenta interagir com a criança para que ela se sinta a vontade, sempre a deixando se expressar, por exemplo, em uma das salas pesquisadas uma criança saiu pulando de sua carteira até chegar à mesa da professora, ela então aproveitou para perguntar com qual perna a criança pisava e qual levantava, direita ou esquerda. Em um momento no fim da aula dentro da sala a professora brincou da dança da cadeira com todas as crianças, além disso, as crianças têm um dia da semana que elas vão brincar no pátio da escola, a professora disse que nesse dia ela procura deixá-las à vontade, ela apenas disponibiliza alguns brinquedos, ex: bola, corda, peças de montar, e deixa que as crianças brinquem e se expressem do jeito que se sentirem melhor.

 

Infelizmente já presenciamos em outros momentos, e até mesmo quando éramos crianças, que alguns professores prezam muito a ordem em sala de aula. O silêncio e a postura são entendidos por alguns professores como o primordial em uma sala de aula. Colocam as crianças sentadas de forma a não poderem levantar da carteira sem a sua permissão, ou sem mesmo poder lhe dirigir a palavra ou se expressar quando quiser.  Uma professora nos relatou que uma sala que se ouve conversas, risos, não algazarra, mas alegria da parte das crianças é uma sala de aula onde as crianças têm prazer em ir todos os dias e aprender melhor.


Em base no que observamos conseguimos sim ver e relacionar, as atividades do movimento corporal em sala de aula na prática.

 

Segundo o RCNEI (1998, vol. 3, p.47), é muito comum que, visando garantir uma atmosfera de ordem e de harmonia, algumas práticas educativas procurem simplesmente suprimir o movimento, impondo às crianças de diferentes idades rígidas restrições posturais. Isso se traduz, por exemplo, na imposição de longos momentos de espera, em fila ou sentada, em que a criança deve ficar quieta, sem se mover; ou na realização de atividades mais sistematizadas, como de desenho, escrita ou leitura, em que qualquer deslocamento, gesto ou mudança de posição pode ser visto como desordem ou indisciplina.

 

REFERÊNCIAS


GARANHANI, M. C. O movimento da criança no contexto da educação infantil: reflexões com base nos estudos de Wallon. Contrapontos – volume 5 – 1 – p, 81-93 – Itajaí, jan./abr.2005.

http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/indice-creche-pre-escola.shtml?educacao-infantil.creche---0-a-3-anos.desafios-corporais

Fascículo Linguagem Corporal –Pedagogia 2012 UAB/UFMT.

http://pedagoga2013.blogspot.com.br/2012/09/referencial-curricular-nacional-para.html.

ALMADA, D. Arte: esta brincadeira é coisa séria. Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Brasília: Ministério da Educação, n.32, 199.

SACRISTÁN, J. Gimeno, e PÉREZ GÓMEZ, A. J. (2002): Compreender e transformar o ensino, 4.ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas. http://revistas.unijorge.edu.br/corpomovimentosaude/pdf/2012_2_artigo5.pdf

http://www.psicanalise.ufc.br/hot-site/pdf/Mesas/40.pdf

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1920&fase=imprime

 

Radespiel, Maria alfabetização sem segredos Coleção cata-vento -1ºperíodo 1ªedição -2.002