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Eleição de líderes de sala é realizada em etapas e com direito a cerimônia de posse

Os eleitos têm agenda semanal com equipe gestora para discutir problemas da escola
Adilson Rosa | Seduc MT

Alunos voltam em urnas fornecidas pelo TRE - Foto por: Divulgação
Alunos voltam em urnas fornecidas pelo TRE
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Alunos do ensino médio da Escola Estadual Plena Bertoldo Freire, localizada no município de São José dos Quatro Marcos, (a 315 quilômetros a oeste da Capital), mostram seu protagonismo na campanha para a liderança de turma. Para isso, os alunos desencadearam um verdadeiro processo eleitoral no início do bimentre, através do “Projeto Liderança Ética e Reflexiva na Escola”, desenvolvido pelos professores da área de ciências humanas.

Após o estudo teórico, foi implantando um microssistema eleitoral na escola que contou com a participação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que cedeu urnas eleitorais.

“Tudo somado à pretensão eletiva de alguns estudantes que se candidataram às lideranças de suas respectivas salas. Os alunos foram para as urnas votar nos respectivos colegas de turmas. Uma aula de democracia”, destaca a diretora Dulcilene das Graças de Andrade.  

Após a votação e sua apuração, foi preparado um evento para a posse desses novos líderes eleitos, com direito a receber certificados e uma agenda escolar para as anotações dos diálogos semanais com a gestão escolar. A posse contou com a presença de representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e Defensoria Pública.    

Segundo a professora Celina Gomes Gonçalves, uma das organizadoras do projeto, a parte teoria partiu do princípio e estudo do conceito da palavra democracia, chegando ao aniversário de 31 anos da Constituição Federal, sancionada no dia 5 de outubro de 1988.

“A ideia do projeto é promover mecanismos de participação e intervenção dos estudantes nos assuntos do cotidiano da escola e tomadas de decisão, bem como resgatar atitudes de cooperação entre outros”, assinala.

No entendimento da professora Celina, o projeto está sendo de grande valor para a escola, sem falar na oportunidade que cada estudante vai adquirindo com a habilidade de liderança, oratória e negociação no espaço escolar, pois nas reuniões semanais com a gestão os líderes dialogam e fazem valer suas opiniões.

A diretora Dulcilene compartilha com o mesmo entendimento da professora ao assegurar que o projeto é um dos pilares de enriquecimento tanto para os estudantes quanto para a gestão.

“Nas reuniões semanais cada turma relata as ansiedades, que podem ser desde conflitos em sala passando pela fila na hora das refeições, o cardápio, ou pequenos reparos para fazer no espaço da escola. No fim de cada reunião percebo que os líderes e vice-líderes gostam da responsabilidade e que cada estudante busca da melhor maneira representar sua sala de aula”, comemora.

Para a estudante Ayesca Karoline Afonso Santiago, estar representando a turma é uma nova experiência, pois tem a oportunidade de ter voz.  O colega dela,  Bruno Yuji disse ser  uma oportunidade única ser líder de sala. “Quero ser novamente líder em todas as séries. Gosto de dialogar com meus colegas, ouvir outras opiniões. Percebo a Escola não é só para estudar, é conhecer melhor os colegas e ajudar na resolução dos problemas sem que haja conflitos”, comenta.

A aluna Bruna Bartolim está satisfeita com a democracia em sala. “Penso na experiência para lidar no futuro, correr atrás, tirar dúvidas, além dos argumentos que aprendemos nas reuniões semanais. Quero continuar sendo líder e representando meus colegas”, ressalta.

Quem também está usufruindo o cargo de líder é Guilherme Gabriel Alves da Silva. “Gosto de ser líder, já tenho essa característica”, frisa.

Para a colega dele, Eyshilla Ranzulla a liderança a ajudou a diminuir a timidez e a ter mais responsabilidade com nossas ações. “É uma experiência e tanto, explica.

 





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